Núcleo Desportivo e Recreativo de Boialvo

Embora a fundação seja bem anterior, o Núcleo Desportivo e Recreativo de Boialvo foi legalizado oficialmente por escritura de 28 de Fevereiro de 1989 no Cartório Notarial de Anadia e consequente publicação no Diário da República, de 19 de Abril de 1989, nº. 91, III Série.

Foram fundadores: Carlos Manuel Cruzeiro de Oliveira, Armindo Manuel Tomás dos Reis, António Manuel do Cruzeiro, Manuel Rodrigues Arada, Gelásio Simões, Hernâni Manuel Pereira dos Santos Almeida, Ângela Maria Martins Simões, Adelaide Maria dos Santos Reis, Albano Manuel dos Reis, Abílio de Jesus dos Santos, Humberto António da Cruz Almeida, Hernâni Manuel Simões Rodrigues, José Carvalho Brites de Almeida, Fernando Manuel Pereira dos Santos e Rui Manuel Pereira Simões, todos de Boialvo; Alberto Pereira das Neves, da Mata de Cima; e Mário Jorge Pereira Martins e Filomena dos Santos Reis, de Aguada de Cima.

Tinha, e tem, como objetivo ” promover e desenvolver a cultura, recreio e desporto, entre os seus associados, defender e valorizar o património da terra e promover o empreendimento de atividades de interesse local, em estreita ligação com a autarquia”.

Tudo começou entre a juventude após o 25 de Abril de 1974. Como não havia transportes, as diversões eram na terra. Pontificavam os bailes que faziam sucesso. Eram realizados em casa de Francisco Oliveira, com boa receita que foi aplicada num polidesportivo para a prática de futebol de salão, à semelhança do que existia em Travassô. Muita gente jovem começava a vir ali fazer o gosto ao pé. O gosto pelo futebol foi uma herança de um pioneiro, Albano Manuel Tomás dos Reis, já falecido. Foi presidente durante muitos anos. Daí à realização de torneios foi um pequeno passo. Remodelado, há seis anos, dispõe de iluminação e bancada e está preparado para a prática do futsal. Com a morte daquele pioneiro, esmoreceu o futebol, mas foi José Tavares a catapultar esta modalidade para o que é hoje no Núcleo.

Já legalizado, em 1992, o CCRB dava início à construção do polidesportivo, com uma infraestrutura de apoio, constituída por um salão, destinado a ações culturais, nomeadamente o teatro, uma sala de apoio e um bar, mas as obras arrastavam-se no tempo por falta de apoios governamentais e camarários. Valiam-lhes as empresas e os amigos que forneceram os materiais. A juventude dava a mão-de-obra, à noite e fins-de-semana.

No início de Outubro de 1998, Antero Gaspar visitava a obra e deixava uma mão-cheia de esperança: a assinatura de um protocolo, mas, caso isso não viesse a acontecer, acenou com a possibilidade da Associação vir a entregar uma nova candidatura para a construção de um polidesportivo de raiz. Mas a visita foi frutuosa e, no fim desse mesmo mês, a Associação era contemplada com o subsídio do governo de 5.895 contos, resultado da candidatura ao subprograma do PIDDAC do MEPAT3. A sede era inaugurada no dia 16 de Outubro de 1999, com a presença do Governador Civil, Antero Gaspar, e os autarcas, Litério Marques e Armando Pereira.

O Núcleo, que tem 200 sócios, não é só futebol. Fomenta outras atividades: malha, teatro, bailes, jogos de sueca, almoços de convívio e apoio à escola e jardim-de-infância.

Fonte: “Avelãs de Cima – O lado da história” de Armor Pires Mota